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Salvador-BA, 09/02/2010
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Políticos
29/06/2009
Copa 2014

Bacelar propõe debates sobre preparativos para Copa de 2014

por Assessoria de Comunicação

Com a escolha da Bahia para ser uma das sub-sedes da Copa do Mundo de Futebol em 2014; o sucateamento do Estádio Octávio Mangabeira, a Fonte Nova; o baixo aproveitamento da Vila Olímpica; e do Ginásio Antônio Balbino, o Balbininho, o deputado João Carlos Bacelar (PTN) está propondo uma série de ações a fim de discutir a situação da praça esportiva na Bahia. Bacelar quer informações sobre os projetos de substituição da Fonte Nova, do Ginásio Antônio Balbino, da piscina da Vila Olímpica, além das ações realizadas e as políticas proposta pra desenvolvimento do esporte amador e o lazer no Estado.

De acordo com o deputado, o Governo Wagner avaliava que, na Bahia, o esporte e o lazer eram tratados de forma conservadora, episódica e excludente com breves lampejos de atendimento das crescentes demandas do setor. Já o atual governo diz entender o esporte e o lazer enquanto práticas sócio-culturais contemporâneas, de grande importância para a qualidade de vida e como experiências configurativas dos direitos fundamentais, assumindo como compromissos de implantação do Programa Ciclo e das Casas de Esporte e Lazer; a criação de um amplo programa estadual de democratização do acesso às atividades de esporte e lazer, ampliação e qualificação permanente de quadros especializados em esporte e lazer e da democratização dos espaços e equipamentos esportivos e de lazer.

“Não vimos, entretanto, a efetivação de nenhuma dessas promessas e os grandes equipamentos públicos de esporte e lazer, a Vila Olímpica e o Ginásio Antonio Balbino, estão comprometidos pelas necessidades de adequação do Estádio da Fonte Nova para a realização da Copa 2014. Há uma ansiedade da comunidade esportiva em saber onde vão treinar até a construção da nova praça esportiva”, afirmou o parlamentar.

Para Bacelar, a situação se agravou com a confirmação da cidade do Salvador como uma das sedes da Copa de 2014. Isso levou o estado a decretar o fim do Ginásio Antonio Balbino, o Balbininho, bem como da Vila Olímpica para permitir a construção de edifícios comerciais e garagens. “Acontece que as obras de adequação do Estádio da Fonte Nova estão com início previsto para o mês janeiro de 2010 e até o momento o governo do Estado não apresentou nenhuma alternativa concreta para substituição desses equipamentos. O Ginásio Antônio Balbino, conjugado ao Estádio Octávio Mangabeira, foi interditado pelo governador Jaques Wagner logo após o acidente da Fonte Nova e a Superintendência dos Desportos da Bahia (Sudesb) admite não haver possibilidade de construção de equipamentos substitutos no período da intervenção. O que vai acontecer com os esportistas amadores e profissionais que ficarão sem sede para realizar campeonatos e trazer eventos nacionais e internacionais à capital baiana neste período?”, questionou Bacelar.

Segundo o deputado, a realização de campeonatos ocorrem apenas em ginásios ou em piscinas olímpicas que foram construídos para este tipo de eventos. Restariam as áreas em colégios e clubes, que ou não cumprem as regras oficiais, ou têm sérios problemas de estrutura e capacidade de público. “A ausência de um ginásio e de uma Vila Olímpica compromete a formação de novos atletas, devido à falta de campeonatos locais, como também pela ausência de eventos de fora, que poderiam servir de espelho para os jovens e atletas iniciantes. Salvador tem perdido eventos para cidades de menor porte e importância no cenário nacional por ausência de ginásios na cidade. É difícil conseguir eventos importantes longe da capital, pois é muito oneroso deslocar campeonatos para o interior”, afirmou.

Já no caso específico da Vila Olímpica, ela funciona há mais de 20 anos, tendo na atualidade aproximadamente cinco mil alunos matriculados em três faixas etárias: 7 a 17, 36 a 59 e acima de 60, majoritariamente pessoas de baixo poder aquisitivo, registrando uma média de 1.200 freqüentadores por dia. “Na área da Vila Olímpica, o Estado pretende construir dois edifícios para estacionamento e não há uma perspectiva de substituição do equipamento. E, fora a piscina da Vila Olímpica, só o Sesi de Valença possui piscinas com medidas oficiais, e piscina para aquecimento dos atletas, compatíveis com as competições de alto rendimento de nível nacional e internacional”, enfatizou Bacelar.

Para o parlamentar, neste momento é fundamental a Assembléia tomar conhecimento do que o Estado vem realizando na área de incentivos aos esportes, bem como pretende solucionar o fim de importantes praças esportivas, únicas no Estado. “Por isso estamos requerendo a realização de sessão especial, bem como formalizando o pedido de informações sobre o projeto a ser construído na área da Fonte Nova, Ginásio Antônio Balbino e Vila Olímpica, além de pedir informações sobre as alternativas que serão apresentadas aos desportistas que hoje utilizam dessas praças esportivas. O Governo decidiu demolir inteiramente a estrutura do Fonte Nova, mas existem dois grandes empecilhos: o primeiro é o decreto-lei 25/37 de tombamento do espelho d´água do Dique do Tororó, homologado em 1959, que proíbe qualquer tipo de obra no entorno do Dique sem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o pedido de tombamento do próprio estádio da Fonte Nova. Como solucionar esses entraves a fim de que Salvador venha ser uma das sub-sedes da Copa de 2014”, afirmou.

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